Um clima de forte tensão marcou a sessão do Senado Federal nesta quinta-feira (15). O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou a retirada da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública do rol de matérias a serem apreciadas em plenário, desencadeando um ríspido bate-boca com a liderança oposicionista.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e articulador político da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, interpelou a Mesa Diretora sobre os fundamentos da retirada, questionando se a decisão havia atendido a um pleito do Palácio do Planalto. Alcolumbre rebateu de forma categórica, afirmando que a deliberação coube exclusivamente à Presidência do Senado.
Diante da resposta, o parlamentar potiguar criticou o tom discricionário da manobra, argumentando que a conduta evidencia a necessidade de alteração nas normas do regimento interno para coibir decisões unilaterais. O embate ganha contornos de disputa pelo comando legislativo, já que o PL passará a ter a maior bancada do Senado a partir de 2027, sendo Marinho um dos nomes cotados para disputar a Presidência do Parlamento.













