O clima de tensão que envolveu a liberação judicial do Maracanã para o confronto entre Vasco da Gama e Boca Juniors ganhou novos contornos na manhã desta quarta-feira (21) com a revelação dos prejuízos materiais deixados no templo do futebol carioca.
Segundo o levantamento prévio e informações apuradas pelo portal ge, centenas de assentos foram arrancados, além de destruição constatada em banheiros, bares, corrimãos de acesso e placas de sinalização por parte da torcida. A administração do estádio corre contra o tempo em uma força-tarefa noturna para reparar todas as avarias e garantir a realização do duelo entre Flamengo e Estudiantes, agendado para esta quinta-feira (22) pela semifinal da Libertadores, com mais de 70 mil ingressos esgotados.

Vandalismo e estragos nas dependências do estádio
De acordo com apuração divulgada pelo portal ge e manifestações formais da administração:
- Estruturas danificadas: Relatórios prévios apontam a depredação de centenas de cadeiras das arquibancadas, vandalismo em banheiros — com quebra de vasos sanitários, torneiras e saboneteiras —, destruição de bebedouros, estruturas de bares e avarias na sinalização e corrimãos de acesso.
- Falta de balanço financeiro: Nem o Flamengo nem a concessionária Fla-Flu Serviços divulgaram o valor total dos danos, que continuarão sendo contabilizados ao longo de toda a quarta-feira durante vistoria completa. Do total de 66.026 torcedores que compareceram ao jogo, cerca de 4 mil eram torcedores argentinos.
Força-tarefa a 24 horas de jogo decisivo
O episódio gerou indignação na diretoria do Flamengo, que criticou o "absoluto desprezo pelo patrimônio" e expressou preocupação com a logística da semifinal da Conmebol Libertadores contra o Estudiantes, agendada para quinta-feira (22). A concessionária mobilizou uma equipe de emergência para trabalhar ininterruptamente na troca dos assentos destruídos e no conserto dos banheiros, visando acolher os mais de 70 mil torcedores que esgotaram as entradas para a decisão.













