O Palmeiras deu um importante passo rumo à decisão da Conmebol Libertadores ao derrotar o Fluminense por 2 a 1, em pleno Maracanã, na noite desta quarta-feira. Mesmo sem o técnico Abel Ferreira no banco de reservas por suspensão, o Alviverde ostentou a sua tradicional veia copeira, demonstrando rigor tático e frieza cirúrgica para construir o triunfo em ambiente adverso. O tento sofrido nos acréscimos deixou um sabor agridoce, mas não tira o peso da expressiva vantagem construída fora de casa.
Armado em uma forte estrutura defensiva com linha de cinco defensores — formada por Giay, Murilo, Gómez, Barboza e Piquerez —, o Verdão suportou a pressão inicial dos donos da casa. Apesar do baixo domínio da posse de bola no primeiro tempo e das dificuldades de criação, o sistema defensivo palmeirense protegeu a meta e limitou o Tricolor a arremates sem perigo de fora da área. A recompensa veio no apagar das luzes da etapa inicial: na primeira finalização certa da equipe, Flaco López encontrou o caminho das redes e calou as arquibancadas.
Na etapa complementar, as alterações promovidas pela comissão técnica deram o fôlego necessário para explorar os espaços cedidos pelo oponente. As entradas de Mauricio, Felipe Anderson e Sosa renovaram a velocidade do ataque. Em contragolpe fulminante, Felipe Anderson serviu Marlon Freitas, que ampliou para 2 a 0 e aumentou o conforto alviverde.
Nos instantes finais da partida, uma falha na saída do goleiro Carlos Miguel permitiu que o Fluminense descontasse e se mantivesse vivo na eliminatória. Apesar do susto derradeiro, os números evidenciaram a eficiência palmeirense: mesmo com menor posse de bola, o Palmeiras criou chances mais cristalinas e foi mais pontual ao atingir o alvo.
Com o placar favorável conquistado no Rio de Janeiro, o Palmeiras necessita apenas de um empate no confronto de volta, em seus domínios, para selar o passaporte à grande final do torneio continental.












