A expressiva vitória do Vasco por 1 a 0 sobre o Boca Juniors na noite da última terça-feira, no Estádio Alberto J. Armando (La Bombonera), ganhou contornos ainda mais históricos no cenário do futebol sul-americano. O triunfo garantido pelo atacante Adson colocou a equipe comandada pelo técnico Pedro Emanuel em um seleto grupo de clubes que conseguiram abrir vantagem no placar contra os xeneizes atuando em solo argentino pela partida de ida de confrontos eliminatórios.
Em toda a trajetória do Boca Juniors em competições internacionais, esta foi apenas a quarta ocasião em que a agremiação portenha iniciou uma disputa de mata-mata sendo superada em seu próprio domínio. A marca não ocorria há mais de uma década, desde que o Deportivo Capiatá, do Paraguai, venceu os locais por 1 a 0 na edição de 2014 da Copa Sul-Americana.
As outras duas situações registradas na história aconteceram na temporada de 2003. Nas oitavas de final da Taça Libertadores daquele ano, o Paysandu surpreendeu ao bater o time da casa por 1 a 0; meses depois, nas oitavas da Sul-Americana, o Atlético Nacional de Medellín repetiu o placar mínimo na Argentina. O retrospecto aponta que o Boca conseguiu reverter o placar adverso contra paraguaios e paraenses, caindo apenas perante os colombianos.
Agora, o Gigante da Colina detém a vantagem do empate na partida decisiva marcada para a próxima terça-feira, em São Januário, para assegurar a classificação para a grande final do torneio continental.












