A Força Aérea Brasileira (FAB) classificou sob sigilo centenário as informações relativas aos ocupantes de uma aeronave executiva associada a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A determinação restritiva foi imposta após pedido formulado por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) que requisitava os registros de viagens do avião, de prefixo PS-FST, realizadas na segunda quinzena de novembro de 2025.
O período em questão coincide com a detenção de Vorcaro no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), quando o investigado se mobilizava para deixar o país com destino a Malta, no continente europeu. Em justificativa oficial, o comando da Aeronáutica argumentou que a blindagem dos dados ampara-se nas disposições legais voltadas à garantia do direito à intimidade, honra e vida privada dos passageiros transportados.
A imposição do sigilo de 100 anos reacendeu discussões no cenário político e jurídico a respeito da transparência em órgãos do poder público. A prática da decretação de prazos máximos de confidencialidade volta ao centro das atenções, evocando debates sobre os limites do acesso a dados de interesse coletivo perante as garantias de privacidade individual.













