O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi entrevistado por Renata Lo Prete em uma sabatina transmitida pela TV Globo após o Jornal Nacional. A entrevista integrou a programação da emissora para o segundo turno das eleições presidenciais.
No trecho publicado pelo perfil verificado Portal da Serra, Flávio rebate informações que considera falsas e critica a estratégia eleitoral que atribui ao PT. O candidato chamou essa abordagem de “campanha do medo”. A expressão é uma avaliação dele: reportagens sobre a campanha petista descrevem anúncios que associam uma eventual vitória de Flávio ao risco de perda de benefícios sociais e citam, entre outros exemplos, a situação da Argentina.
Flávio afirma que respeitará o resultado das urnas
Questionado sobre o processo eleitoral, Flávio afirmou que disputará a eleição conforme as regras vigentes e que aceitará o resultado. Na mesma resposta, disse acreditar que o eleitorado escolherá uma mudança no segundo turno.
Proposta para acabar com a reeleição
O candidato voltou a defender o fim da possibilidade de reeleição para a Presidência e disse que pretende apresentar uma proposta de emenda à Constituição ao Congresso. Durante a entrevista, afirmou que quer exercer apenas um mandato, caso seja eleito. O tamanho desse mandato, segundo ele, seria definido pelo Legislativo.
Flávio também declarou que a proposta em elaboração impediria que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ou os irmãos Eduardo e Carlos disputassem a sucessão presidencial.
Críticas a Alexandre de Moraes
Ao falar sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes. O candidato afirmou que o magistrado age politicamente e defendeu que ministros que cometam crimes de responsabilidade possam responder a processos de impeachment.
Questionado sobre Kassio Nunes Marques, Flávio respondeu que todos devem estar submetidos à lei. A pergunta ocorreu em meio a notícias envolvendo o ministro e pessoas relacionadas ao caso do Banco Master. As reportagens citadas pelo UOL também registram que o filho de Nunes Marques negou ter prestado serviços ou recebido dinheiro do banco.
O que disse sobre Jair e Eduardo Bolsonaro
Flávio afirmou que o pai nunca conversou com ele sobre a possibilidade de ocupar um cargo em um eventual governo. Disse que a hipótese “não está no radar”, mas não a descartou categoricamente.
Sobre Eduardo Bolsonaro, negou que o irmão será chanceler. Durante a resposta, Flávio o classificou como perseguido político, uma avaliação do próprio candidato.
Palavra “motoboy” anotada na mão
Um detalhe da entrevista também ganhou repercussão nas redes: Flávio estava com a palavra “motoboy” escrita na mão. Segundo o UOL, a anotação pode fazer referência aos entregadores de aplicativos, com quem o senador havia se reunido dois dias antes, ao lado do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e do governador Tarcísio de Freitas.
No encontro, Flávio prometeu valorizar o trabalho dos profissionais. O uso de uma anotação na mão chamou atenção por lembrar um recurso utilizado pelo candidato em outra entrevista e também por Jair Bolsonaro durante a campanha de 2022.
Fontes: UOL, Portal da Serra













