A poucas horas do segundo turno da eleição presidencial de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vive um racha interno em torno da possibilidade de restringir a operação de grandes canais do WhatsApp no período de 48 horas que antecede a votação. Conforme apurado pela CNN Brasil, o tema foi debatido em ao menos duas reuniões recentes entre os magistrados. A proposta, formalizada em uma minuta pelo vice-presidente da corte, ministro André Mendonça, prevê o bloqueio temporário de canais com mais de 200 mil inscritos para combater desinformação de última hora sem tempo para direito de resposta. A medida afetaria diretamente o canal "Exército do Lula", de André Janones, sendo alvo de críticas da campanha petista, enquanto a presidência do tribunal resiste a alterar resoluções na reta final do pleito.
O debate em torno do controle da desinformação na reta final do processo eleitoral abriu um impasse interno na alta cúpula do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às vésperas do segundo turno.
A minuta e os canais afetados
- Proposta de restrição: O vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça, elaborou um texto normativo sugerindo a suspensão temporária de canais do WhatsApp de natureza político-eleitoral que possuam alcance superior a 200 mil usuários nas 48 horas anteriores e posteriores ao pleito.
- Alvo no centro da disputa: Caso venha a ser deliberada e aprovada pelo plenário, a norma causará forte impacto no canal "Exército do Lula", gerenciado pelo deputado federal André Janones (PT-MG), que reúne mais de 7 milhões de inscritos e é frequentemente questionado judicialmente pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Divergência na corte e posicionamentos oficiais
A tramitação da proposta expôs visões conflitantes entre os integrantes do tribunal. O presidente do TSE tem externado forte contrariedade a modificações de regras eleitorais a poucos dias do pleito e sinalizou que não pretende pautar a matéria. A campanha do presidente Lula repudiou formalmente a eventual mudança de resolução na reta final e informou que acionará as medidas cabíveis. Em nota, o gabinete do ministro André Mendonça esclareceu que a minuta atende a um entendimento construído coletivamente na corte com o objetivo de proteger a integridade do pleito no momento de maior vulnerabilidade a conteúdos ilícitos, ressaltando que o texto tem critérios objetivos e que sua aplicação dependerá exclusivamente do julgamento do plenário.













