O processo de renegociação aguardava deliberação judicial nesta segunda-feira (19). No documento apresentado perante o Poder Judiciário, o grupo empresarial detalhou que as dificuldades financeiras decorrem de uma série de óbices conjunturais, englobando a queda nas vendas do setor varejista, a inflação e a perda de poder de compra das famílias, além da frustração em tratativas anteriores de repactuação de débitos bancários firmadas em 2023. A pressão exercida por grandes plataformas internacionais de comércio eletrônico também pesou sobre as margens de lucro das marcas tradicionais.
A companhia atribui o momento adverso a fatores como juros elevados, concorrência de plataformas estrangeiras e reflexos econômicos acumulados desde o período da pandemia.
Reestruturação e funcionamento das operações
Em nota oficial divulgada à imprensa, a administração da Ri Happy esclareceu que a medida integra um plano mais amplo de reestruturação operacional e financeira iniciado após a aquisição da companhia pela BluSun Capital Partners, concluída em 31 de agosto. Entre as medidas adotadas para enxugar custos e adequar a estrutura corporativa estão cortes de equipes e o planejamento para mudança de sede.
Apesar da tramitação do processo jurídico, a diretoria garantiu que a rede de lojas físicas e os canais digitais de venda continuam operando sem alterações na rotina, com foco total voltado para as campanhas sazonais de alto rendimento no comércio, como a Black Friday e as festividades de Natal.













